Comentários sobre o que mudou na nova lei do xadrez - 1º de julho de 2009
Arbitragem

N

 

Artigo 4

Artigo 4.6

A jogada é considerada legal quando todos os requisitos relevantes do Artigo 3 tiverem sido cumpridos. Se a jogada não é legal, deve ser efetuado outro lance legal conforme mencionado no Artigo 4.5
O texto em negrito é novidade.
Nas partidas no ritmo pensado, o árbitro intervinha voltando à posição anterior ao lance ilegal ... e o jogador teria de fazer novo lance LEGAL.


Artigo 6.6

a) Qualquer jogador que chegar ao tabuleiro após o início da sessão perderá a partida. Deste modo o período de ausência é 0 (zero) minutos. As regras da competição podem especificar de outra forma.

b) Se as regras de uma competição especificarem um período de ausência diferente, aplica-se o seguinte:
Se nenhum dos jogadores chegou no horário de início, o jogador com as peças brancas deverá perder todo o tempo decorrido antes de sua chegada, a menos que o regulamento da competição especifique ou o árbitro decida de outra forma.

 

A parte em negrito é novidade.
Isto significa que se o regulamento Técnico do torneio for omisso quanto a atraso, o jogador perderá a partida se não chegar no horário previsto.

Artigo 6.10

b)
Se durante a partida constatar-se que a regulagem de qualquer um ou ambos os relógios estava incorreta, qualquer um dos jogadores ou o árbitro deverá parar imediatamente os relógios. O árbitro deverá corrigir os tempos e o contador de lances. O árbitro deverá usar seu melhor julgamento para determinar a regulagem correta.

A alínea é novidade. Assim, o árbitro deverá a qualquer tempo corrigir os tempos dos relógios se notar qualquer erro. A preocupação maior foi com os relógios digitais.

Artigo 7.4

b) Após a adoção das ações descritas no Artigo 7.4(a), para os dois primeiros lances ilegais feitos por um jogador, o árbitro deverá dar dois minutos extras ao oponente, a cada instância; para o terceiro lance ilegal efetuado pelo mesmo jogador, o árbitro deverá declarar a partida perdida para este jogador.
Entretanto, a partida está empatada, quando se alcança uma posição em que o oponente não pode dar xeque-mate no rei do adversário por qualquer sequência de lances legais possíveis.

A parte em negrito é novidade.
Na prática, os árbitros não davam ponto inteiro ao jogador que não tivesse material para dar mate. O escore era 0,5 x 0 ou 0 x 0,5 dependendo se o jogador sem material tivesse brancas ou pretas.

Artigo 9.1

a) As regras de uma competição podem especificar que os jogadores não podem concordar em empatar em menos de um determinado número de lances nem de jeito nenhum, sem o consentimento do árbitro.

A alínea a é novidade. Isso significa que o regulamento da competição deve estabelecer se:
a) os jogadores não podem empatar de comum acordo em menos de um determinado número de lances;
b) se não podem empatar de comum acordo
c) ou se podem empatar de comum acordo conforme previsto no artigo 9.1.b (a qualquer tempo).

Artigo 9.4

Se o jogador toca numa peça conforme Artigo 4.3 sem ter reclamado o empate, perde o direito à reivindicação, com base nos Artigos 9.2 e 9.3, naquele lance.

Anteriormente, o jogador só perderia o direito se tivesse efetuado um lance

 

Artigo 9.5

caput)
Se o jogador reclama um empate, com base nos Artigo 9.2 e 9.3, pode parar ambos os relógios (Veja Artigo 6.12.b). Não lhe é permitido retirar a reclamação

Anteriormente, era obrigado a parar o relógio. Agora é facultativo parar ou não.


b) Se a reclamação for considerada incorreta, o árbitro deverá adicionar três minutos ao tempo restante do oponente. Então a partida deverá continuar. Se a reclamação for feita com base em um lance pretendido, este lance deve ser feito de acordo com o disposto no artigo 4.
Na lei anterior, o reivindicante era punido também com perda de parcela de tempo. O ritual era complicado.

 

Artigo 10.2

Se o jogador com a vez de jogar tiver menos de dois minutos em seu relógio, pode reivindicar um empate antes da queda de sua seta. Deverá chamar o árbitro e poderá parar os relógios (Veja Artigo 6.12.b).

Anteriormente, era obrigado a parar o relógio. Agora é facultativo parar ou não.


Artigo 12.3

b)
Sem a permissão do árbitro é proibido ao jogador portar celular ou outro meio de comunicação eletrônicos no salão de jogos, a menos que esteja completamente desligado. Se qualquer dispositivo produzir ruído o jogador deverá perder a partida. O oponente deverá vencer. Entretanto, se o oponente não puder vencer a partida por qualquer série de lances legais, seu escore deverá ser considerado como um empate .
Anteriormente era proibido portar. Agora, é permitido se estiver desligado.
Artigo 12.3
c) Fumar é permitido somente na área determinada pelo árbitro.

A alínea é novidade. Claro que sempre foi proibido fumar no salão de jogos. Há anos que o FIDE Handbook veda.

Artigo 12.6

É proibido distrair ou perturbar o oponente de qualquer maneira. Isto inclui reclamações sem cabimento, ofertas de empate também sem cabimento ou qualquer fonte de ruído na área de jogo.

A parte em negrito é novidade. Árbitro poderá punir, por exemplo, ruídos que sejam feitos por jogador perturbando o adversário que esteja com a vez de jogar (vide arts. 12.7 e 13.4)

 

Artigo 12.10

No caso do art. 10.2d. ou Apêndice D o jogador não pode apelar contra decisão do árbitro. Entretanto um jogador pode apelar contra qualquer decisão de um árbitro, a menos que as regras da competição especifiquem de outra forma.

 

A alínea é novidade. Agora, o regulamento terá de especificar quais decisões do árbitro não haverá apelo.

Artigo 13.7

a) Espectadores e jogadores de outras partidas não devem falar ou interferir numa partida de qualquer forma. Se for necessário, o árbitro pode expulsar os infratores do ambiente de jogo. Se alguém observa uma irregularidade, poderá informar somente para o árbitro.


A parte em negrito é novidade. Agora, o espectador pode avisar o árbitro se observar uma irregularidade. Anteriormente era vedado.

 

b) Exceto se autorizado pelo árbitro, é proibido a qualquer pessoa usar telefone celular ou qualquer dispositivo de comunicação no local de jogos e em qualquer outra área contígua determinada pelo árbitro.

O legislador estendeu a proibição a qualquer dispositivo de comunicação.

 

Apêndices


Houve remanejamento nos apêndices.


As partidas adiadas que eram reguladas pelo apêndice A  passaram para o final sob a denominação de “Linhas Mestras”

 

O Apêndice A passou a regular o Xadrez Rápido

 

Apêndice A1

A ’Partida de xadrez rápido’ é aquela onde todos os lances devem ser feitos num limite de tempo predeterminado de pelo menos 15 minutos, mas menos de 60 minutos para cada jogador; ou se o tempo principal + 60 vezes qualquer incremento é de pelo menos 15 minutos, mas menos de 60 minutos para cada jogador.


Consequentemente, partidas de 60 minutos ou mais passam a ser de Xadrez Pensado.
As partidas de xadrez rápido serão aquelas de 15 a menos de 60 minutos.

 

Apêndices A3 (Supervisão Adequada) e A4 (Supervisão Inadequada)

A3) Quando houver adequada supervisão de jogo, (por exemplo um árbitro para no máximo três partidas) aplicam-se as Regras de Competição.

 

A4) Onde a supervisão for inadequada, aplicam-se as Regras de Competição, exceto onde forem regidos pelas seguintes Leis de Xadrez Rápido...


O A3 é novidade. E agora existem 2 tipos de supervisão: Adequada e Inadequada

Na supervisão Adequada (há um árbitro para no máximo 3 partidas).
Neste caso aplicam-se as regras de Xadrez Pensado.
Na Supervisão Inadequada (há um árbitro para 4 ou mais partidas)
Neste caso aplicam-se as regras de Xadrez Rápido contidas no apêndice A4.

 

O Apêndice B passou a regular o Blitz (relâmpago)

 

Apêndice B2

Quando houver adequada supervisão de jogo (um árbitro para uma partida) aplicam-se as Regras de Competição e o disposto no Artigo A2.

Também no blitz, haverá Supervisão Adequada e Supervisão Inadequada.
Na Supervisão Adequada (há um árbitro por partida)
Neste caso aplicam-se as regras de Xadrez Pensado.
Logicamente sem anotação de partidas.
Na Supervisão Inadequada (não haverá árbitro por partida)
Aplicam-se as regras estabelecidas em B3.

 

Apêndice A4, alínea d1

A seta é considerada caída quando for feita uma reclamação válida neste sentido por um dos jogadores. O árbitro deverá abster-se de sinalizar uma queda de seta, mas poderá intervir se ambas as setas caírem.

 

A parte em negrito é novidade. O árbitro deverá intervir se ambas as setas caírem.

 

Apêndice B3

c)
Um lance ilegal está completo assim que o relógio do oponente for posto em movimento. Antes de fazer o seu próprio lance, o oponente tem o direito de reclamar a vitória. Entretanto, o jogador tem o direito de reivindicar empate antes de fazer seu próprio lance, se o oponente não puder lhe dar xeque-mate por qualquer série de lances legais possíveis. Após o oponente completar o seu lance, um lance ilegal não pode ser corrigido, a menos que haja comum acordo sem intervenção de um árbitro.

 

O texto em negrito é novidade. O legislador faculta aos dois jogadores acordarem quanto à correção de um lance ilegal. Anteriormente era vedado.

 

O Apêndice C passou a regular a Descrição do Sistema Algébrico


Apêndice C13 (penúltimo parágrafo)

Não é obrigatória anotação de xeque, xeque-mate e capturas na planilha.
O texto em negrito é novo. Torna-se facultativa a anotação das expressões “+” (xeque), “#” (xeque mate) e “X” (captura).

 

O apêndice D passou a regular Final Acelerado sem árbitro presente

 

O apêndice E passou a regular Regras de Jogo com Cegos e Deficientes Visuais

O apêndice F regula o Xadrez Randômico, Xadrez960
É um jogo variante baseado no xadrez criado pelo ex-campeão mundial Robert Fischer, em 1966. A ordem das peças é escolhida aleatoriamente e ordenadas de acordo com certas regras pré-determinadas. O atual nome do jogo vem das 960 diferentes posições iniciais que podem ser selecionadas para o início do jogo.

 

OBS: Houve outras alterações/correções, de remissão e de semântica.