O OUTRO LADO DAS TRAPAÇAS NO XADREZ
Artigos Por Gerson Peres Terça-Feira, 16 de fevereiro de 2016

A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos (Montesquieu, filósofo francês)

Terêncio foi um teatrólogo romano, que se notabilizado pela frase: "Sou humano. Nada do que é humano me é estranho". Com muita frequência, o ser humano tem se mostrado ardiloso e oportunista, ao longo da história. Talvez isso seja uma característica, consciente ou não, da espécie em sua contínua luta pela sobrevivência, em que se busca a superação de obstáculos e adversidades, mesmo em situações simbólicas em que alguns recorrem a artifícios antiéticos. Assim, não é surpreendente que alguns enxadristas recorram a práticas condenáveis para conquistar "prestígio", ou ratings e normas “fabricados”, por meio de atitudes ilícitas. Kotov, por exemplo, já relatava em um de seus livros a forma como induziu seu oponente a um sacrifício "furado", ao anotar antecipadamente em sua planilha uma falsa impressão sobre o desenrolar de sua partida.